A entrevista se estrutura como uma reflexão crítica sobre os Direitos Humanos à luz de O Direito Achado na Rua (ODANR), compreendendo-os não como um conjunto abstrato de normas universais previamente dadas, mas como construções históricas, sociais e políticas que emergem das lutas concretas dos sujeitos coletivos por reconhecimento, dignidade e justiça. A partir da influência de Roberto Lyra Filho e da tradição crítica da Nova Escola Jurídica Brasileira, o ODANR propõe uma ruptura com o formalismo jurídico, deslocando o centro de produção do direito do Estado para a sociedade, especialmente para os movimentos sociais. Nesse sentido, os Direitos Humanos são apresentados como uma categoria dinâmica e dialética, que se constitui na prática social, na resistência e na disputa por sentidos, assumindo no interior do ODANR tanto um papel estruturante quanto transversal, ao mesmo tempo em que sintetiza o próprio percurso teórico do movimento. A entrevista também enfatiza os desafios contemporâneos, como o avanço de tendências autoritárias, a fragilização das instituições democráticas e as limitações dos mecanismos tradicionais de proteção, e aponta que o ODANR oferece não apenas uma chave interpretativa dessas crises, mas uma mediação prática orientada à emancipação, capaz de transformar conflitos sociais em processos de criação de direitos, fortalecendo uma cultura democrática, participativa e comprometida com a efetivação radical da cidadania.

Por que os homens parecem ter tanto medo do PL da Misoginia?
Algumas considerações de um homem cis para a discussão sobre o PL 896 de 2023 (conhecido como “PL da Misoginia”), no afã de contribuir para promover a igualdade de gênero.




